

Construir a paz não significa apenas evitar conflitos ou guerras, mas assumir um compromisso diário que começa dentro de cada um de nós e se reflete na forma como nos relacionamos com o outro e com o mundo.
A primeira semente da paz é o autoconhecimento. O cuidado com o outro só é possível quando aprendemos a cuidar de nós mesmos. Por isso, ao longo do ano, ampliaremos propostas pedagógicas que promovam o conhecimento do próprio corpo, das emoções e dos sentimentos. Reconhecer o que nos faz bem, o que nos incomoda e quais são nossos limites é fundamental para aprender a expressar a necessidade de ser respeitado.
Da mesma forma, é essencial compreender que o outro também possui limites. Uma brincadeira só é saudável quando todos se sentem bem. Caso uma atitude incomode ou machuque alguém, mesmo sem intenção, a resposta esperada deve ser a empatia: acolher o sentimento do outro, pedir desculpas sinceras e rever comportamentos. A paz se constrói quando somos capazes de nos colocar no lugar do colega e cuidar do bem-estar mútuo.
Este ano também será um momento importante com a realização das eleições. Trata-se de um período em que diferentes ideias e propostas políticas estarão em evidência.
Nesse contexto, a Cultura da Paz nos ensina que o respeito às opiniões divergentes é a base de uma sociedade saudável. Podemos e devemos dialogar, debater ideias, apresentar pontos de vista e defender escolhas, mas jamais permitir que divergências resultem em agressões, desrespeito ou na ruptura de laços de amizade.
Diante disso, convidamos toda a comunidade escolar a praticar algumas ações importantes, como:
Ouvir ativamente o que o outro tem a dizer, sem interromper;
Aprender com quem pensa diferente, buscando aquilo que nos une e não apenas o que nos separa;
Argumentar com civilidade, focando nas ideias e não em ataques pessoais.

O ano de 2026 também nos reserva a emoção da Copa do Mundo, um evento que promove a integração entre nações e desperta intensas paixões. O esporte configura-se como uma poderosa metáfora para a vida e para a paz. A Cultura da Paz manifesta-se, igualmente, no reconhecimento do esforço do adversário, seja na vitória, seja na derrota. Torcer com entusiasmo por seu time é legítimo e valoroso; contudo, tal atitude jamais deve resultar em menosprezo, agressões ou desrespeito à equipe adversária ou a seus torcedores. O verdadeiro espírito esportivo fundamenta-se no fair play, no respeito às regras, à arbitragem e, sobretudo, ao adversário.
Que este ano seja marcado por uma trajetória de aprendizado, respeito mútuo e construção consciente de um ambiente escolar e social mais justo, empático e, acima de tudo, pautado pela Paz. Contamos com o compromisso e a colaboração de todos para tornar a Cultura da Paz uma prática cotidiana.
Atenciosamente,
Direção e Coordenação Pedagógica




